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Artigo: Serviços com Drones, internalizar ou terceirizar, qual a melhor opção?

Postado em Artigos e Opiniões

Uma tecnologia que está revolucionando o mundo dos negócios, novas formas de se executar determinadas tarefas de forma mais eficaz, em menor tempo e a custos muito mais atrativos.

Os drones chegaram para os negócios oferecendo aplicações para múltiplos mercados, são incontáveis as possibilidades de uso com novas soluções sendo criadas todos os dias.

Tamanha é a sua utilidade, que é impossível passar à margem desta nova tecnologia.

Hoje é mais comum associar a tecnologia às máquinas que voam, os drones, existindo várias abordagens que tentam explicar a sua nominação popular e a sua origem. Porém, estes robôs podem ser utilizados também em atividades aquáticas e terrestres.

Ao aprofundarmo-nos no entendimento desta tecnologia, o conceito de drones passa a ser muito mais abrangente. Hoje, os drones podem ser aplicados deslocando-se em profundidades na exploração de minas, realizar inspeções para manutenção de dutos, tubulações condutoras e até em mergulhos para captar imagens e explorar as regiões aquáticas.

Podemos afirmar sem medo de errar, que estamos vivendo uma nova revolução industrial. Além de entregar uma tecnologia inovadora com a criação de máquinas que só eram vistas em filmes futuristas, os drones irão modificar também inúmeros processos de manufatura, robôs voadores ou não, dotados de inteligência artificial.

Já pensaram em uma câmera fotográfica que voa e reconhece os seus movimentos atendendo aos comandos para se afastar, dar foco, fotografar ou filmar seguindo o assunto em uma cena? Seria um produto do futuro, que talvez seus netos venham a utilizar? A maior fabricante de drones no mundo, a Dji Innovation, acaba de lançar este produto no mercado.



A fascinação por voar vem dos primórdios da humanidade, reproduzir o voo dos pássaros. A evolução é uma decorrência das vontades humanas na busca incessante por avanços tecnológicos. Automóveis que possam voar em breve serão uma realidade e toda tecnologia a ser embarcada nestas máquinas já está disponível.


https://www.youtube.com/watch?v=lXXKer6YJvY


Assim como os aviões tripulados os Drones que voam são dotados de alta tecnologia, como sistemas de navegação por satélite, dispositivos de desvio de obstáculo, sistemas de telemetria para acompanhamento do voo em terra, executam missões autônomas sem a necessidade de um piloto a bordo e dispositivos de transponder (emissão e recepção de sinais captados por radar) poderão ser embarcados.

Não seriam então os drones responsáveis por uma nova tecnologia e forma de voar incorporando várias tecnologias já inventadas a exemplo dos aviões e helicópteros?

Uma máquina hibrida, multifuncional? Sim, já existem drones experimentais que podem ser tripulados, porém, a partir deste ponto, abandonam o conceito de drones, pois passam a ser aeronaves tripuladas, mas percebam que a tecnologia está intimamente relacionada.



 

Fiz esta introdução com o objetivo de demonstrar o quanto é revolucionária esta tecnologia, disruptiva, entregando um verdadeiro turbilhão de possibilidades ao mundo dos negócios.

Quando falamos em Drones não estamos divagando ou exercitando um imaginário exacerbado, a tecnologia é real e está disponível.

Transportando-nos então ao mundo dos negócios, vamos na prática entender como aplicar e encontrar o melhor modelo para fazer o uso desta tecnologia entrando no tema que é o título desta matéria.

Face a tamanha inovação, é natural que surjam muitas dúvidas, tais como:
Como absorver essa tecnologia transformando-a em serviços e produtos entregáveis?
Qual é o equipamento adequado para a minha necessidade?
Quais são as soluções e softwares disponíveis no mercado que podem ser integrados com a minha aplicação?
E a regulamentação, até que ponto conseguimos ir e quais são as implicações legais quanto ao uso desta tecnologia?

Vamos iniciar entendendo às questões legais. A atenção principal se dá aos drones voadores por questões de segurança, preservando o patrimônio e a vida das pessoas em terra. Drones passaram a povoar os céus do mundo inteiro, passando a existir a necessidade de serem regulados enquanto aeronaves.

Veja alguns números para que você possa mensurar o crescimento “populacional” destas aeronaves em todo o mundo. Conforme o Eng. Minas Regis Wellausen Dias, presidente da Federação da Associações de Engenheiros de Minas – FAEMI, membro do Fórum de Empresários de Drones, seguem algumas projeções que demonstram a expansão dos drones nos EUA, divulgado pela FAA – Federal Aviation Administration, apresentando números muito expressivos.


Valendo-se da mesma metodologia e lógica de estudo, acredita-se que no Brasil já existam 100.000 drones voando para fins recreativos e não-recreativos, as projeções indicam que teremos um número de 35.438 aeronaves devidamente registradas para o uso comercial, com 23.034 pilotos devidamente habilitados até o ano 2021 exercendo profissionalmente tal função.

No Brasil são quatros os órgãos reguladores que legislam sobre o uso de drones, a Anatel responsável pelo uso da rádio frequência que afeta os direitos dos usuários dos serviços de telecomunicações, o DECEA a quem compete legislar sobre o uso e controle do espaço aéreo brasileiro, o Ministério da Defesa que é o órgão incumbido de exercer a direção superior das Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica e a ANAC que foi criada para regular e fiscalizar as atividades da aviação civil e a infraestrutura aeronáutica e aeroportuária no Brasil.

No dia 02 de maio do corrente ano foi publicada pela ANAC a RBAC-E N° 94 que regula a operação de aeronaves não tripuladas no Brasil, hoje algumas das possíveis aplicações comerciais já são possíveis de serem realizadas legalmente, com as devidas autorizações e registro destas aeronaves. Para ter acesso na integra a esta regulamentação consulte na rede os websites da ANAC e DECEA tomando conhecimento também da Instrução do Comando da Aeronáutica a ICA 100-40 e os sistemas SISANT e SARPAS para os procedimentos na obtenção dos registros e autorizações de voo.

A partir da tão aguardada regulamentação para o uso de drones no Brasil já se percebe uma erupção de demandas e consultas sobre as possibilidades da sua utilização por empresas que vinham acompanhando os movimentos do mercado para embarcar nessa nova era.

Alguns segmentos de mercado já aderiram a tecnologia dos drones, mercados como o do agronegócio, mineradoras, mídia em geral e segmentos ligados às engenharias que podem se valer dos aerolevantamentos com o objetivo de se obter material cartográfico a partir de imagens aéreas. Para estes mercados em destaque, pode-se explicar a utilização imediata dos drones pela sua aptidão e busca constante por novas tecnologias. Podemos afirmar que a internalização dos serviços faz parte do DNA de empresas que atuam em mercados aonde a tecnologia está diretamente ligada à sua atividade fim.

As ponderações a seguir podem responder à pergunta de chamada desta matéria: Quando é melhor internalizar ou terceirizar serviços?

Por definição, Terceirização ou Outsourcing como é também conhecida pelo mercado, preconiza que; uma empresa pode transferir a outra suas atividades-meio, proporcionando maior disponibilidade de recursos para sua atividade-fim, reduzindo a estrutura operacional, diminuindo os custos, economizando recursos e desburocratizando a administração.

A Tecnologia dos Drones agrega muita complexidade quando o objetivo é a sua aplicação profissional, diferentes tipos de aeronaves, modelos do tipo multirotor que voam como helicópteros, modelos do tipo asas fixas que voam como avião, autonomia de voo, formação de pilotos, segurança das operações e diferentes tecnologias embarcadas conforme a sua aplicação, sejam os sensores embarcados como para a captação de cores no padrão RGB, sensores termais para a medição de calor, sensores laser para batimetria na definição do relevo de leitos de rios e sua topografia, câmeras convertidas do tipo NIR - Near Infrared e as câmeras multiespectrais usadas na aplicação da ciência do sensoriamento remoto que medem e classificam em forma de índices o espectro de refletância das cores não visíveis ao olho nu e seu cumprimento de onda eletromagnética, usadas na agricultura e outras tecnologias embarcadas para realização de tarefas específicas como dispositivos eletrônico-mecânicos para transportar, lançar, etc. A considerar ainda toda a complexidade quanto ao seu funcionamento e sistemas de redundância.

Um fenômeno instigante e empolgante observado é a convergência de mercados gerada pela necessidade de múltiplas competências para realização de novos serviços que antes não seriam possíveis de serem realizados. Isto fomenta também a criação de novas empresas, com novas expertises, gerando novas oportunidades de emprego e a criação de novas profissões.

Isto é facilmente entendido quando buscamos a definição de uma tecnologia disruptiva; na sua tradução disruptive, significa revolucionária. Um entendimento do uso deste termo nos diz que; uma tecnologia disruptiva vem a dominar um mercado existente, seja preenchendo um espaço no novo mercado que a tecnologia antiga não conseguia atender.

Outro entendimento é de que uma tecnologia é considerada disruptiva quando esta mesma tecnologia é utilizada por múltiplos mercados, ou ainda, outra muito interessante que diz; a disrupção não é causada diretamente pela tecnologia, mas pelo modo como ela é aplicada.

Então para internalizar determinados serviços fazendo o uso desta tecnologia é exigido muito conhecimento e Know-how na a sua aplicação prática, demandando investimentos em aquisição de equipamentos (hardware), integração de sistemas (software) e em capacitação profissional.

Estes quesitos elencados precisam ser mensurados para a tomada de decisão quando da opção pela internalização ou terceirização dos serviços por empresas que pretendem fazer o uso da tecnologia dos drones.



 

Luciano C. Fucci
CEO – Tecnodrone Captação e Processamento de Imagens Aéreas



 

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